A pandemia enfrentada este ano
mudou alguns aspectos da nossa sociedade e, de acordo com um levantamento
global feito pelo LinkedIn, famosa rede social baseada nas conexões e
relacionamentos profissionais, a comunicação voltou a ser uma habilidade valorizada
pelo mercado de trabalho. Não é a primeira vez que essa habilidade é
valorizada, já que a comunicação é parte intrínseca de diversos setores dentro
de uma empresa, inclusive como qualidade de um bom líder. De qualquer forma, o
contexto pandêmico do trabalho a distância trouxe novamente a necessidade da
boa comunicação, principalmente para se evitar os famosos ruídos, ou seja,
problemas relacionados à transmissão de
mensagens.
Apesar de algumas pessoas terem mais facilidade ao se comunicar,
o desenvolvimento dessa habilidade é possível a qualquer tipo de profissional.
“A comunicação tem todo um preparo, uma série de recomendações de como você escolhe o canal mais adequado, quando que é mais
interessante você escrever, por exemplo, um
e-mail ou é mais interessante agendar uma reunião. Como é que você pensa a sua mensagem, qual a melhor forma de você escrever ou comunicar essa mensagem. É todo um
aprendizado, e é fundamental que seja feito”, comenta Liliana Vasconcellos
Guedes, professora do Departamento de Administração da Faculdade de Economia,
Administração e Contabilidade (FEA) da USP.
Em
entrevista ao Jornal da USP no Ar,
Liliana explica que habilidades socioemocionais, tais como a comunicação, são
competências cada vez mais estudadas nos currículos das universidades. Isso faz
com que a academia prepare profissionais para esse tipo de habilidade e o
próprio curso de Administração da FEA-USP conta com uma disciplina voltada a
esse aprendizado, intitulada de Comunicação,
Valores e Gestão de Conflitos.
Ela
detalha que essa disciplina trabalha a questão de valores, para que os alunos
entendam que cada pessoa é diferente, que cada uma tem valores e culturas
diferentes. A partir desse entendimento, processos comunicacionais são
analisados para que se trabalhe melhor a questão dos ruídos citados
anteriormente, resolvendo assim possíveis conflitos gerados pela ausência de
uma comunicação adequada.
Mesmo com toda evolução tecnológica, o elemento humano
ainda se faz necessário quando o aspecto comunicacional entra em jogo,
especialmente em profissões relacionadas ao empreendedorismo e à inovação. Saiba mais ouvindo a entrevista completa no player acima. Fonte: Jornal da USP - 14/10/20

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