quinta-feira, 7 de maio de 2020

USP participa de Marcha Virtual em defesa da ciência

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Informes do CNPq



Em complemento aos comunicados anteriores a bolsistas e pesquisadores (dos dias 17/03, 27/03 e 23/04/2020) a respeito da possibilidade de solicitar prorrogação de bolsas em razão de situações decorrentes das limitações impostas pelas medidas de enfrentamento à pandemia do COVID-19, o CNPq informa que a possível prorrogação de Bolsas Institucionais de Iniciação Científica e Tecnológica, de Mestrado e de Doutorado no País, por até 60 dias, deve ser solicitada nas condições detalhadas a seguir:




1. Nos casos de bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica, no âmbito dos Programas Institucionais PIBIC, PIBIC-Af, PIBIC-EM e PIBITI, os pedidos de prorrogação deverão ser enviados, exclusivamente, pelo Representante Institucional de Iniciação Científica (RIC), em lote único por Instituição, contendo, para cada bolsista:
i. nome completo do bolsista;
ii. CPF do bolsista;
ii. n° processo institucional de bolsa;
iv. período da prorrogação, de, no máximo, até 60 dias; e
v. justificativa para a prorrogação.
2. Nos casos de bolsas de mestrado e de doutorado, no âmbito do Programa Institucional de bolsas por quota, os pedidos de prorrogação deverão ser enviados, exclusivamente, pelo Coordenador dos Cursos de Mestrado ou Doutorado, em lote único, por curso, contendo, para cada bolsista:
i. nome completo do bolsista;
ii. CPF do bolsista;
iii. n° processo institucional de bolsa;
iv. período da prorrogação, de, no máximo, até 60 dias; e
v. justificativa para a prorrogação.
O Coordenador do curso terá até 30 (trinta) dias, a partir da publicação deste Informe nº 4, para enviar sua solicitação de prorrogação de bolsas. O pedido de prorrogação, em lote único, por curso, deverá ser encaminhado para o e-mail copad@cnpq.br e as mensagens enviadas devem estar identificadas no campo "assunto" com o termo COVID19.   Fonte: CNPq - 07/05/20

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Detalhamento das orientações sobre a prorrogação ou cancelamento de eventos devido às restrições impostas pela pandemia do coronavírus.
Em complemento aos comunicados anteriores a bolsistas e pesquisadores (dos dias 17/03 e 27/03), quanto a situações decorrentes das limitações impostas pelas medidas de enfrentamento à pandemia do COVID-19, e considerando a quantidade de questionamentos recebidos nos últimos dias, o CNPq detalha, a seguir, a orientação à comunidade científica com relação à realização de eventos científicos e de divulgação científica previstos para ocorrer no primeiro semestre de 2020 (por exemplo, eventos aprovados no 2º Cronograma da Chamada 04/2019 - Auxílio à Realização de Eventos Científicos, Tecnológicos e de Inovação - ARC, Feiras, Mostras e Olimpíadas Científicas).
1. Fui contemplado com recursos para realização de um evento financiado pelo CNPq que ocorreria no primeiro semestre de 2020, período de medidas restritivas relacionadas com a pandemia de COVID-19.
>> O pesquisador responsável deverá solicitar ao CNPq alteração da data de realização do evento, informando provável data prevista, mesmo que não confirmada, que deverá ser preferencialmente até o final do segundo semestre de 2020;
>> Caso a nova data de realização do evento ocorra em período posterior ao fim da vigência do auxílio ou prejudique atividades subsequentes à realização do evento (como, por exemplo, a indicação de bolsistas - no caso das Feiras e Mostras Científicas - ou a realização da prestação de contas do evento), o pesquisador responsável deverá solicitar a prorrogação da vigência do auxílio pela Plataforma Carlos Chagas;
>> Se o evento não for mais realizado, deverá ser solicitado, pelo pesquisador responsável, o cancelamento da concessão do auxílio.
Todas as solicitações devem ser encaminhadas aos canais já estabelecidos pelo pesquisador com o CNPq ou pela Central de Atendimento, por meio do formulário disponível em http://www.cnpq.br/web/guest/central-de-atendimento, pelo e-mail atendimento@cnpq.br ou pelo telefone +55 61 3211-4000, das 08:00 às 20:00 (horário de Brasília/DF).
As mensagens enviadas devem estar identificadas, no campo "assunto", com o termo COVID19, seguido, após espaço, do número de processo CNPq do auxílio aprovado, para melhor rastreamento das solicitações.   Fonte: CNPq - 23/04/20

Conexão resiliente

Internet brasileira é aprovada em seu maior teste, com o tráfego de conteúdo recorde em meio ao isolamento social causado pela Covid-19

Uma rara boa notícia em tempos de pandemia. A infraestrutura da internet brasileira está sendo submetida ao seu maior teste e não há indícios, até o momento, de estresse significativo no sistema. O isolamento social provocado pela Covid-19 levou a um expressivo aumento de tráfego de dados na rede. Muitas empresas adotaram o home office, redistribuindo geograficamente o tráfego e ampliando as videoconferências de trabalho. Escolas e universidades investiram em plataformas de ensino a distância. A telemedicina foi regulamentada em março, permitindo a prática de consulta on-line. Familiares e amigos intensificaram as chamadas de vídeo, e os streamings de shows, filmes e games foram ainda mais acessados diante das restrições impostas pelo confinamento.
“O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), órgão multissetorial responsável pelas diretrizes estratégicas relativas ao uso e desenvolvimento da internet no país, constatou aumento contínuo de tráfego de conteúdo, sendo que o pico de 11 terabits por segundo (Tb/s) foi alcançado pela primeira vez em 23 de março e novamente hoje. Desde então, as máximas diárias de tráfego na rede têm superado a marca de 10 Tb/s. Antes da Covid-19 os momentos de maior uso da rede registravam marcas na casa de 8 a 9 Tb/s.”
Outra constatação importante é que o tráfego, anteriormente, era bem maior no período noturno, com uma concentração entre 20 e 22 horas, quando aplicativos de entretenimento eram mais acessados. Agora, o uso intenso da rede se estende por mais horas, abrangendo os períodos vespertino e noturno.  Leia mais.   Fonte: Pesquisa FAPESP - 06/05/20

quarta-feira, 6 de maio de 2020


Entenda o que é o projeto de pesquisa e como escolher um tema

O projeto de pesquisa
Em um projeto de pesquisa (também chamado de plano de estudos), o raciocínio é exatamente o mesmo! Trata-se da peça principal de toda pesquisa científica, um documento de planejamento que minimiza os riscos e aumenta a probabilidade de sucesso. Além de facilitar o trabalho e antecipar dificuldades, o projeto fornece ao cientista uma chance de refletir sobre uma pesquisa como um todo, antes mesmo de começar. 

A escolha do tema
Antes de qualquer outro passo, inclusive de escrever a introdução, você precisa escolher o seu tema de pesquisa! Nesta etapa você deverá responder à pergunta: “O que pretendo abordar?”
Para escolher um bom tema, é preciso estar atento às necessidades e problemas que existem no cotidiano. O tema é um aspecto ou uma área de interesse de um assunto que se deseja provar ou desenvolver. Escolher um tema significa eleger uma parcela delimitada de um assunto, estabelecendo limites ou restrições para o desenvolvimento da pesquisa pretendida.
A definição do tema pode surgir com base na sua observação do cotidiano, na vida profissional, em programas de pesquisa, em contato e relacionamento com especialistas, no feedback de pesquisas já realizadas e em estudo da literatura especializada.
O tema é o assunto que se deseja estudar e pesquisar. Sua escolha deve levar em conta possibilidades, aptidões e tendências de quem irá elaborar a pesquisa. Ao formular perguntas sobre o tema, provoca-se sua problematização.

A diferença entre tema e problema de pesquisa
Antes de prosseguirmos, cabe uma ressalva: do tema de pesquisa procede o problema a ser investigado. Desta forma, um tema pode resultar em vários problemas de pesquisa. O tema de pesquisa tem um caráter mais geral e mais abrangente que o problema de pesquisa.   Leia mais.    Fonte: Revista Observatório - 06/05/20

terça-feira, 5 de maio de 2020

Inventário reúne informações sobre mais de 200 vírus que infectam plantas no Brasil

Um inventário que será divulgado na revista Biota Neotropica no dia 8 de maio reúne informações sobre 219 patógenos capazes de infectar plantas no Brasil, inclusive muitas espécies de relevância agrícola. Trata-se da maior compilação sobre vírus de planta já feita no país e, além da descrição dos microrganismos, reúne dados sobre as doenças por eles causadas e sua ocorrência em vegetações nativas, cultivadas, ornamentais e até em ervas daninhas.
“Desde o começo da minha carreira criei o hábito de reunir publicações sobre vírus de planta no Brasil. É um trabalho de décadas, com cerca de 8 mil referências registradas até agora. O problema é que, se alguém me perguntasse quantos vírus registrados existem no Brasil, eu não saberia responder. Por isso, resolvi organizar uma lista, em ordem alfabética, das diferentes espécies de plantas e dos vírus capazes de infectar cada uma delas naturalmente. Também foi elaborada uma listagem reversa, com a relação dos vírus e viroides [pequenos fragmentos de RNA sem capa proteica que se autorreplicam no interior das células vegetais podendo causar doenças] e a indicação das plantas que cada um deles infecta”, conta Elliot Watanabe Kitajima.  pesquisador do Departamento de Fitopatologia e Nematologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).
O artigo An annotated list of plant viruses and viroids described in Brazil (1926-2018), de Elliot Watanabe Kitajima, poderá ser acessado a partir do dia 8 de maio pelo link https://doi.org/10.1590/1676-0611-BN-2019-0932.  Leia mais.  
Fonte: Agência FAPESP - 05/05/20


Prêmio alemão Green Talents 2020 busca jovens talentos da pesquisa no Brasil

A competição Green Talents, realizada pelo Ministério Federal da Educação e Pesquisa da Alemanha, está com inscrições abertas. O prêmio tem como objetivo buscar jovens talentos da pesquisa em todo o mundo.
A iniciativa comtempla 25 jovens todos os anos. Os vencedores de vários países e de diferentes disciplinas científicas são reconhecidos pela capacidade inovadora de suas iniciativas para tornar a sociedade mais sustentável.
Podem se inscrever estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado, além de jovens profissionais com até três anos de experiência profissional e foco em desenvolvimento sustentável. Os candidatos devem apresentar excelente domínio do idioma inglês.
A premiação inclui convite para visitar a Alemanha em 2020 e participar do fórum científico, com duração de duas semanas e todas as despesas pagas. Durante a visita, os vencedores terão acesso a instituições de pesquisa e ciência de ponta.
Além disso, os pesquisadores poderão apresentar seus trabalhos a especialistas de sua escolha e discutir oportunidades futuras de pesquisa e colaboração. Também receberão, em 2021, estadia de pesquisa totalmente financiada, com duração de até três meses na instituição de preferência.
As inscrições podem ser feitas, até 19 de maio de 2020, pelo site da competição. Mais informações em: www.greentalents.de.   Fonte: Agência FAPESP - 05/05/20

 
 
 



segunda-feira, 4 de maio de 2020


Elsevier promove webinar sobre publicação de livros eletrônicos

Publicação de livros eletrônicos: a jornada do autor
Nossos editores de aquisição e conteúdo Mariana Kühll e Rafael Teixeira farão uma apresentação riquíssima para os interessados em publicar livros científicos. Alguns dos pontos que serão abordados:
o Por que publicar um livro?
o Introdução ao processo de publicação
o Como publicar
o Assessoria na redação e compilação de propostas
o Fundamentos da preparação do manuscrito
o Suporte Elsevier a autores
o Ideias para promover o novo trabalho
7 de maio de 2020 às 15h

Além disso, haverá ainda um tópico para falar sobre apoio a autores proporcionado pela Elsevier. O webinar foi elaborado pela própria editora e não faz parte da agenda de treinamentos do Portal de Periódicos CAPES. Dessa forma, é preciso se registrar neste link e aguardar a confirmação no e-mail cadastrado. Recomenda-se que os inscritos preparem suas perguntas para participar ativamente do momento direcionado a discussões.       

domingo, 3 de maio de 2020

Um guia do novo coronavírus

Informações sempre atualizadas sobre o avanço da Covid-19 e as estratégias para conter a doença


De forma gráfica e fácil de enxergar, reunimos aqui informações básicas sobre o vírus Sars-CoV-2 e a doença que ele causa, a Covid-19. Os mapas com números de infectados e de óbitos, no Brasil e no mundo, são constantemente atualizados, ao lado de notícias relevantes no campo da pesquisa científica ligada à saúde pública. Veja também as novidades sobre o modo de ação do vírus no organismo e as orientações sobre como se proteger, assim como as dúvidas comuns.  Saiba maisFonte: Pesquisa FAPESP - 01/05/20



USP oferece curso online e gratuito de Química Geral e Inorgânica Básica

A USP, através da plataforma UNIVESP (Universidade Virtual do Estado de São Paulo) está oferecendo gratuitamente e online um rico conteúdo: um curso sobre química geral e inorgânica básica.
Esta é uma grande oportunidade de realizar um curso desta renomada universidade de forma gratuita e do conforto de sua casa. Aproveite!  Para acessar o curso, baste clicar neste link.  Fonte: UNIVESP

Como estudar durante um momento de crise?

1. Diminua o acesso às redes sociais;

2. Trabalhe todo dia (leia, ainda que apenas primeira seção de um artigo, ou escreva, mesmo que 200 palavras;

3. Não passe todo o tempo trabalhando, mantenha contato (ainda que virtual) com amigos e família;

4. Escolha no máximo dois noticiários para acompanhar;

5. Produzir menos não é um erro, é natural para o contexto atual, não se culpe.     Fonte: Revista Observatório - 02/05/20 


sábado, 2 de maio de 2020

Prefigurando um problema de pesquisa

Um problema de pesquisa toma, frequentemente, a forma de uma pergunta: “O que será que…? ”; “Como tal coisa se caracteriza? ”; “Que sentido tem…? ”; “Por que tal processo acontece? ”; “Que diferenças existem entre…? ”; “Quais as formas diversificadas e variações de tal processo comunicacional?”. Entretanto, nem sempre é fácil mensurar a qualidade do nosso questionamento.

1. Escreva tudo o que você já sabe sobre o tema de seu interesse. Para tanto, busque essas informações em:
  • Experiências práticas;
  • Observações casuais que tenha feito sobre o objeto;
  • Leituras.

2. Utilize as dúvidas percebidas para mobilizar sua curiosidade e comece a escrever perguntas.
O prêmio aqui não é para as boas questões, mas para a maior diversidade.
3. Marque (com post-it, cor, anotação etc., escolha sua forma de marcar) as perguntas que expressam:
  • Apenas falta de informação e de maiores estudos;
  • Demandas por soluções concretas, ações, propostas diretas sobre o que fazer;
  • Perguntas para as quais você já tem resposta;
  • Questões amplas demais, muito genéricas e vagas, que você não consiga relacionar a uma busca específica de conhecimento;
  • Apenas uma possibilidade binária exclusiva de resposta: ou uma coisa, ou outra;
  • Importante: não jogue fora nenhuma dessas perguntas, apenas faça marcações. Elas talvez tenham forte utilidade para definir o horizonte em função do qual o problema pode ser construído.
4. Procure então organizar as perguntas. Essa organização pode ser:

  • Mais relevantes e secundárias;
  • Mais amplas e mais específicas;
  • Independentes entre si ou relacionadas;
  • Relacionadas em paralelo ou por subordinação;
  • Mais teóricas ou mais voltadas para a busca de dados, etc.

    5. Quando tiver chegado a um conjunto mais ou menos consistente, veja se consegue escrever um pequeno texto para “explicar”:
    • O que é tal conjunto de perguntas;
    • Por que ele é interessante;
    • Como efetivamente configura sua curiosidade sobre o tema (por meio de uma pergunta).     Fonte: Revista Observatório - 02/05/20


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    sexta-feira, 1 de maio de 2020

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    Jornal da USP promove webinars gratuitos para discutir a ciência da covid-19

    O Ciência USP, selo de divulgação científica do Jornal da USP, realiza a partir da próxima quarta-feira, 6 de maio, uma série de eventos on-line abertos ao público para discutir os diversos aspectos da pandemia de covid-19.
    No primeiro deles, a jornalista Luiza Caires recebe os médicos da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) Frederico Fernandes e Silvia Vidal. Eles abordarão os desafios que a doença trouxe para a medicina, tanto do ponto de vista clínico, no atendimento de pacientes, como da saúde pública, incluindo a prevenção e os registros epidemiológicos.
    “Temos na Universidade profissionais e pesquisadores fazendo trabalhos reconhecidos mundialmente. Então vamos aproveitar isso para levar informação científica de primeira qualidade também ao grande público, de uma forma acessível. Afinal, a pandemia é um tema que atinge e interessa a todos”, afirma a jornalista, que também é organizadora da série.
    O evento é aberto e pode ser acompanhado, das 11 às 12 horas do dia 6 de maio, neste link do YouTube (Canal USP).
    Quem desejar receber certificado de presença precisa enviar, até o dia 5 de maio, um e-mail para divulgacaocientifica@usp.br com seu nome e RG. Também é necessário digitar o nome enviado na seção de chat, no dia e hora do evento, para registrar a presença. 
    Fonte: Jornal da USP - 30/04/20
    Informações

    I Webinar Ciência USP
    Covid-19: desafios para a medicina
    Data e horário: 06/05/20 (quarta-feira) às 11h – Acesso livre

    Pró-reitores divulgam carta aberta sobre programa de bolsas de Iniciação Científica do CNPq


    Os três pró-reitores de Pesquisa da USP, da Unesp e da Unicamp divulgaram uma carta aberta, em nome do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), em que expressam a preocupação quanto a mudanças na recente chamada do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).
    Conforme consta na chamada, divulgada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no dia 23 de abril, as bolsas, com vigência de agosto de 2020 a julho de 2021, deverão estar vinculadas a no mínimo uma das chamadas “Áreas de Tecnologias Prioritárias” do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
    De acordo com os pró-reitores, “ao fazer tal exigência, o CNPq exclui do programa de bolsas uma parcela significativa e importante da pesquisa nacional, a saber, todas as pesquisas, básicas ou aplicadas, que não tenham por foco as áreas elencadas na portaria, o que inclui também a absoluta maioria das pesquisas em artes e humanidades”.
    A carta foi enviada ao presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), João Luiz Filgueiras de Azevedo, e ao ministro do MCTIC, Marcos Cesar Pontes.   Leia, a seguir, a íntegra do texto.   Fonte: Jornal da USP - 30/04/20

    FAPESP solicita aos pesquisadores que reprogramem cronograma de importações

    Atendendo à decisão de seu Conselho Superior, a FAPESP solicita aos pesquisadores principais, responsáveis por auxílios à pesquisa com elevado saldo em moeda estrangeira, que reprogramem os cronogramas de importações, especialmente de bens permanentes, de forma a dilatar no tempo o impacto financeiro dessas compras e encontrar um fluxo geral compatível com as finanças da FAPESP. Serão priorizadas importações de bens em pesquisas associadas ao tema da COVID-19 e as importações de material de consumo.
    A decisão levou em conta estimativas preliminares da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo de queda de R$ 16 bilhões na arrecadação tributária de São Paulo para o ano de 2020 e o consequente impacto nas receitas da FAPESP no período, de cerca de 10% em relação a 2019; a acentuada desvalorização do Real em relação às principais moedas internacionais – cerca de 1/3 do orçamento da Fundação é com dispêndios em moeda estrangeira (bolsas no exterior e importações) –; e a necessidade de assegurar a manutenção da qualidade da pesquisa que se realiza em São Paulo e o permanente apoio da Fundação a essas atividades.
    Os pesquisadores principais com saldo para importações receberão em breve, por meio eletrônico, solicitação para que encaminhem à FAPESP um conjunto de informações relacionadas à aquisição de bens e serviços importados (material permanente, material de consumo e serviços de terceiros) já constantes do Termo de Outorga e Aceitação, para que seja possível atender essas solicitações de forma compatível com as disponibilidades orçamentárias da FAPESP.
    A íntegra do comunicado do CTA e a lista de informações que serão solicitadas aos pesquisadores estão disponíveis no endereço: www.fapesp.br/14204.   Fonte: Jornal da USP - 30/04/20

    quinta-feira, 30 de abril de 2020

    Para ler, ouvir e assistir literatura

    O ato de gravar uma leitura é tão antigo quanto o próprio gravador, mas os audiolivros ou audiobooks, como conhecemos hoje, foram inventados nos Estados Unidos por volta de 1930, e tinham como objetivo tornar conteúdos literários acessíveis para deficientes visuais. Hoje em dia, essa ferramenta possui várias utilidades que vão desde auxiliar nos estudos a promover clubes de leitura a distância. E é justamente esta última ideia que o Centro Universitário Maria Antonia da USP propõe para todos aqueles que o acompanham.
    A atividade O Que Você Está Lendo Agora? consiste em gravar um vídeo, com até três minutos de duração, lendo o trecho de um livro e falando um pouco sobre ele. Com isso, a instituição pretende incentivar não só a leitura, mas também a interação com o público neste momento em que encontros presenciais não são permitidos. Até agora alguns clássicos já foram narrados, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, Guerra e Paz, de Tolstói, e O Quarto Branco, de Daniela Aguerre. Os vídeos devem ser enviados para imprensama@usp.br, e serão publicados nas redes sociais do Maria Antonia.

    Dentre os primeiros livros a serem narrados em audiobooks estavam a Bíblia, peças de Shakespeare e a Declaração de Independência dos Estados Unidos. Atualmente esse catálogo é muito maior e aparece como tendência no mercado editorial. “No ano passado, a maior feira de livros do mundo, a Feira de Frankfurt, reservou uma área de 600 m2 para empresas de áudio”, afirma a professora Vânia Lima, do Departamento de Informação e Cultura da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Entretanto, para a narração completa de um livro, é necessário ter os direitos autorais. Por isso a maior parte das iniciativas gratuitas na internet propõe apenas uma leitura parcial das obras.  Saiba mais.   Fonte: Jornal da USP - 30/04/20