quarta-feira, 21 de março de 2018

Novas revistas da Nature disponíveis na USP – Trial até 10 de maio de 2018


Trials para os novos títulos Nature Catalysis, Nature Electronics & Nature Sustainability estão disponíveis aos usuários da USP até dia 10 de maio de 2018, lembrando que a edição nº 1 
dos três títulos estarão disponíveis para acesso durante todo o calendário 2018

Nature Catalysis reúne pesquisadores de toda a química e campos relacionados. A revista tem um interesse particular no trabalho aplicado que avança no nosso conhecimento e informa o desenvolvimento de indústrias e processos sustentáveis, fornecendo uma revista única para cientistas, engenheiros e pesquisadores da academia e da indústria. 

Nature Electronics publica pesquisas fundamentais e aplicadas em todas as áreas da eletrônica, desde o estudo de novos fenômenos e dispositivos, até o projeto, construção e aplicação mais ampla de circuitos eletrônicos. Abrange também os aspectos comerciais e industriais da pesquisa eletrônica. Em essência, a revista está preocupada com o desenvolvimento de novas tecnologias e a compreensão do impacto desses desenvolvimentos na sociedade.
Nature Sustainability publica uma pesquisa original significativa de uma ampla gama de áreas de pesquisa que incluem ciências naturais, sociais e engenharia sobre sustentabilidade, suas dimensões políticas e possíveis soluções. Parte da missão da revista é facilitar o diálogo interdisciplinar sobre questões de sustentabilidade e reduzir o fosso entre pesquisa e formulação de políticas para garantir o impacto real da pesquisa.

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Tese Destaque USP

O autor da Tese Destaque USP 2018 receberá um prêmio no valor de R$ 10 mil e seu orientador, um prêmio de R$ 5 mil

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Tese Destaque USP, oferecido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação, com o objetivo de reconhecer e premiar as teses de Doutorado de destaque defendidas nos Programas da USP, em todas as áreas do conhecimento, e estimular a constante busca pela excelência na pesquisa.
O autor da Tese Destaque USP receberá um prêmio no valor de R$ 10 mil e seu orientador, um prêmio de R$ 5 mil, como recursos para custeio. Também serão concedidas duas menções honrosas.
São elegíveis as teses de doutorado defendidas na USP entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de dezembro de 2017, em cada uma das nove grandes áreas do conhecimento: Ciências Agrárias; Ciências Biológicas; Ciências da Saúde; Ciências Exatas e da Terra; Ciências Humanas; Ciências Sociais Aplicadas; Engenharias; Letras, Linguística e Artes; e Multidisciplinar.
Os trabalhos serão avaliados por nove comissões julgadoras indicadas pela Pró-Reitoria, levando-se em conta critérios como originalidade do trabalho, relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, cultural, social e de inovação e valor agregado ao sistema educacional. As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de maio e o resultado será divulgado no dia 19 de agosto.
Caso nenhuma tese atinja os patamares mínimos exigidos em cada critério de premiação, pode-se decidir pela não atribuição do prêmio.
Atualmente, a Universidade oferece mais de 220 programas de Pós-Graduação que contam com quase 30 mil alunos, dos quais 13 mil de Doutorado. Veja a série de entrevistas com os ganhadores do Prêmio em 2017.
O Prêmio Tese Destaque USP foi entregue pela primeira vez em 2011, para celebrar os 100 mil títulos da Pós–Graduação da Universidade e como uma forma de reconhecer a qualidade de seus alunos. Naquele ano, foram distribuídos 30 prêmios. Devido ao sucesso da iniciativa, o prêmio foi institucionalizado através da Resolução CoPGr 6423, de 27 de setembro de 2012.
Mais informações sobre as inscrições para o prêmio podem ser obtidas na página da Pró-Reitoria.

Experimente a nova plataforma Wiley


Wiley Online Library migrou para a nova plataforma, alimentada pela Atypon, fornecedora líder de plataformas de publicação acadêmica, que fornecerá aos pesquisadores um conjunto poderoso e abrangente de recursos para descobrir, acessar e usar os recursos digitais.
Caso possua uma conta pessoal da Wiley Online Library, saiba que ela será migrada para a nova plataforma. A única coisa que não irá migrar serão as buscas salvas e artigos favoritos. Visite o site da Wiley para saber mais sobre as mudanças e descubra recursos que podem ajudá-lo ainda mais. goo.gl/u9mFpw


Na ponta do lápis

Orçar bem os custos de um projeto de pesquisa pode ser decisivo para obtenção de financiamento

Um aprendizado que se impõe a todo pesquisador desde o início de sua carreira é o da necessidade de financiamento para desenvolver projetos com qualidade e certa tranquilidade. No entanto, em um cenário acadêmico cada vez mais competitivo, e de recursos escassos, não basta elaborar uma proposta consistente e inovadora. É preciso também ter clareza sobre quanto cada projeto, em suas distintas etapas, irá custar. “Uma estimativa orçamentária criteriosa é fundamental quando se busca financiamento para um projeto de pesquisa”, afirma a bióloga Lúcia Lohmann, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP).
Nos últimos anos várias instituições, sobretudo dos Estados Unidos, lançaram manuais com orientações sobre como estimar e justificar os custos de um projeto. É o caso da Escola de Artes da Universidade de Nova York, que publicou um guia sobre como elaborar uma proposta de orçamento de pesquisa, e da Universidade Dartmouth, que dispõe de um manual dedicado à importância do financiamento na elaboração de um projeto de investigação científica.
Elemento-chave de qualquer solicitação de subvenção científica, o orçamento é a expressão quantitativa de um plano financeiro acerca das despesas futuras de um projeto de pesquisa. “Entre outras coisas, uma proposta orçamentária bem detalhada também indica aos avaliadores que o pesquisador se empenhou na elaboração de seu projeto e tem clareza de todas as etapas e componentes necessários para cumprir seus objetivos”, avalia Lúcia. A bióloga é hoje responsável pela coordenação de vários projetos, sendo o principal desenvolvido no âmbito da cooperação entre os programas Biota-FAPESP e Dimensions of Biodiversity, da National Science Foundation (NSF), principal agência norte-americana de fomento à ciência.  Leia mais

terça-feira, 20 de março de 2018

Para prevenir novas crises

Documento propõe mudanças em práticas de pesquisa a fim de reduzir a publicação de artigos cujos resultados ninguém consegue repetir

A Real Academia de Artes e Ciências da Holanda lançou um documento propondo mudanças em práticas de pesquisa a fim de enfrentar o que se convencionou chamar de “crise da reprodutibilidade” – uma sucessão de casos de artigos científicos que caíram em descrédito por seus resultados não terem sido confirmados em experimentos subsequentes. As recomendações do relatório divulgado em janeiro, intitulado Estudos de replicação – Melhorando a reprodutibilidade nas ciências empíricas, buscam aumentar o rigor com que o trabalho científico é realizado e apoiar pesquisadores interessados em verificar resultados obtidos por colegas. Uma das propostas apresentadas consiste em estimular o financiamento de estudos voltados para ratificar outros estudos, seguindo o exemplo da Organização Holandesa para Pesquisa Científica (NWO), que destinou no ano passado € 3 milhões a um programa-piloto para projetos dessa natureza. As sugestões também incluem reforçar o treinamento de cientistas e estudantes em tópicos como desenho de experimentos e análise estatística, e incentivar periódicos científicos a publicar pesquisas que não confirmaram as hipóteses testadas ou então chegaram a resultados nulos.
O relatório enumera 20 diferentes razões para uma pesquisa chegar a resultados não confirmáveis. A maioria está relacionada a questões metodológicas, como falhas no controle de vieses, conclusões baseadas em amostras restritas ou falta de rigor estatístico na interpretação de dados. Na origem do problema, também há vícios na forma de reportar resultados, como selecionar dados favoráveis à hipótese da pesquisa, omitindo os negativos, ou modificar a proposta original de modo a adaptá-la às conclusões obtidas.  Leia mais 

Disseminação desigual

Reúso de informações científicas ainda é baixo e varia de acordo com a área do conhecimento

O reúso de dados de pesquisa vem crescendo, mas ainda está longe de se consolidar no ambiente científico. A prática, que consiste em fazer estudos aproveitando dados gerados em experimentos anteriores de outros pesquisadores, dissemina-se mais efetivamente nas ciências exatas e biológicas, enquanto enfrenta resistência nas ciências sociais. Em geral, os pesquisadores que trabalham com informações obtidas por meio de modelos computacionais ou sensores remotos se sentem mais confortáveis em reaproveitar dados de terceiros. Essa é uma das conclusões de um artigo publicado na revista PLOS ONE pela cientista de dados Renata Curty, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná.
Com base nas respostas de 595 pesquisadores de diferentes disciplinas e países, ela e seus colaboradores avaliaram o grau de disseminação do reúso de dados e a percepção dos fatores que estimulam ou desencorajam a prática. Uma curiosidade é que essa análise se baseou em dados reutilizados. A fonte original foi mais de mil questionários respondidos por pesquisadores entre outubro de 2013 e março de 2014 no âmbito do Data Observation Network for Earth (DataONE), projeto da National Science Foundation (NSF).
Renata estuda a percepção acerca do reúso de informações científicas desde o doutorado na Universidade de Syracuse, nos Estados Unidos. À época, ela verificou que os pesquisadores das ciências sociais enxergam consequências potencialmente prejudiciais associadas à reutilização de dados. “Muitos têm receio de violar questões éticas ou de confidencialidade estabelecidas entre os sujeitos da pesquisa e investigadores”, ela explica. Outra preocupação diz respeito ao risco de má interpretação ou uso incorreto das informações originais. A opinião dos cientistas sociais sobre reaproveitamento de dados também é fortemente influenciada pelo próprio campo de atuação, que privilegia a produção de conhecimento novo. “Trabalhos que reutilizam dados são considerados menos autênticos e de menor impacto”, afirma.    Leia mais

segunda-feira, 19 de março de 2018

Fotos sobre ciência podem ser inscritas em exposição da USP

Imagens devem ser enviadas até 16 de abril; exposição “Visões da Ciência” é organizada pela Esalq

Até dia 16 de abril estão abertas as inscrições para a exposição fotográfica "Visões da Ciência"organizada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) no Campus da USP em Piracicaba.
A iniciativa apresenta trabalhos fotográficos, de amadores e profissionais, que retratam experimentos em laboratório ou em campo, registros em microscópio óptico ou eletrônico, em salas de aulas e viagens didáticas, entre outros locais com paisagens, pessoas, animais, plantas e suas partes.
Esta é a terceira edição da exposição, que busca incentivar a divulgação de pesquisas científicas por meio da linguagem visual, promover reflexões sobre as práticas científicas no cotidiano das pessoas, e estimular o uso da fotografia na área científica.
Apresentada em expositores de vidros (1,75 m x 0,80 m) dispostos ao ar livre, a exposição será inaugurada dia 3 de junho e permanece aberta 24 horas durante todos os dias da semana, por tempo indeterminado.
O regulamento para envio de fotos para exposição deve ser acessado no site.
Mais informações no site http://www.esalq.usp.br/visoesdaciencia/

Acesse: goo.gl/zQY29N


Iniciação científica é o primeiro passo para se tornar pesquisador

Infográfico traz as principais informações para estudantes de graduação que desejam desenvolver pesquisas.  Acesse: goo.gl/TFmwP6




sexta-feira, 16 de março de 2018

Extraindo um artigo de uma tese

Sua tese está pronta, e agora você pretende escrever um artigo, ou vários, a partir dela. Embora ambos contenham seções semelhantes, nem pense em simplesmente copiar e colar!! Reescrever algumas partes será necessário. Listamos algumas diferenças, entre uma tese e um artigo, que esperamos possa lhe ajudar nessa tarefa. Mas não se esqueça: Antes de começar a escrever, leia sempre as orientações para os autores que a publicação disponibiliza.


Você pode escalar uma "montanha de livros" nesta gigantesca biblioteca na China

A biblioteca The Tianjin Binhai, na China, de cinco níveis tem um espaço total de 33.700 metros quadrados. Possui estantes de chão a teto e terraços capazes de armazenar 1,2 milhões de livros, e uma grande e luminosa esfera no centro que serve como auditório com capacidade para 110 pessoas. A biblioteca é apelidada de 'The Eye' porque a esfera, que aparece como uma íris, pode ser vista do parque fora através de uma abertura em forma de olho. 
Na primeira semana após o dia da abertura, aproximadamente 10 mil pessoas por dia vieram, fazendo filas fora.
Os pisos primeiro e segundo contêm principalmente áreas de estar e salas de leitura. Os pisos acima possuem salas de informática, salas de reuniões e escritórios. Há também dois pátios na cobertura. Por uma decisão de completar a biblioteca rapidamente, o átrio principal não pode ser usado para armazenamento de livros; as salas que fornecem acesso aos níveis superiores de prateleiras não foram construídas e as espinhas de livros foram impressas nas costas do espaço da prateleira para as fotografias do dia de abertura.
A biblioteca foi projetada pela empresa de arquitetura MVRDV, com sede em Roterdam, juntamente com o Instituto de Planejamento e Design Urbano de Tianjin (TUPDI), um grupo de arquitetos locais. Abriu em outubro de 2017.


Confies lança rede de canais online de apoio à inovação

A Rede TV Confies é uma plataforma virtual de canais que divulgará ações dos diferentes projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação gerenciados por fundações de apoio
O Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies) lança, nesta quinta-feira (15), às 15h, a Rede TV Confies de apoio à Inovação, que poderá ser acessada livremente pelo site www.tvconfies.confies.org.br. Trata-se de uma plataforma virtual de canais que divulgará ações dos diferentes projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação gerenciados por fundações de apoio.
Segundo o presidente do Confies, Fernando Peregrino, a ideia surgiu da necessidade das fundações de divulgar os seus trabalhos para a sociedade. “Há um grande desconhecimento da sociedade e, de certas instituições, do papel das fundações de gerenciar mais de 20 mil projetos de pesquisa por ano. Felizmente a internet oferece tecnologia suficiente para montar uma rede de televisão sem grandes burocracias”, explica.
Utilizando a tecnologia over the top (OTT), como se denominam os serviços de áudio e vídeo pela internet, dos quais os mais conhecidos no Brasil são Netflix e iTunes, inicialmente, a Rede TV Confies contará com a participação de 15 fundações de apoio às instituições de ensino e pesquisa espalhadas por todas as regiões do País.
Peregrino observa que hoje as 93 fundações que o Confies representa contam com cerca de 5 mil colaboradores espalhados pelo Brasil e que precisam de informação. “Na Rede de TV vamos oferecer, além de palestras, cursos modulares”, afirma.  Ele conta que no ano passado o encontro nacional das fundações reuniu 300 pessoas, mas muitas outras não compareceram por conta do alto custo de deslocamento. “Com a Rede, isso vai mudar, porque a informação vai chegar pela internet”.
Para o presidente do Confies, a rede de canais significa uma quebra de paradigma que colocará o Conselho na vanguarda do sistema de ciência e inovação. “É uma rede de apoio ao desenvolvimento da inovação. Afinal, muitas tecnologias desenvolvidas nas universidades sequer são conhecidas de empresários, governos, agentes públicos e outros usuários e, portanto, nunca se transformarão em novos produtos e serviços”, ressaltou.
A plataforma será uma rede horizontal, descentralizada e compartilhada que disponibilizará para a sociedade os milhares de projetos de pesquisa e inovação.
“Para se ter uma ideia, por ano são 22 mil projetos de pesquisa geridos pelas fundações, os quais envolvem mais de 60 mil colaboradores e bolsistas. Certamente não é justo que esses projetos fiquem aguardando a boa vontade editorial das mídias para serem conhecidos da sociedade. Além do que os projetos de fundações localizadas fora do eixo dos grandes centros dificilmente encontrarão espaço na mídia convencional”, acrescentou Peregrino.

10 perguntas e respostas para facilitar a rotina acadêmica

Entender o universo científico não é tarefa fácil, até mesmo para quem está inserido nesse mundo há algum tempo. São muitas siglas, nomenclaturas e organizações envolvidas. A boa notícia é que existem investimentos para facilitar o dia a dia, como o Portal de Periódicos da CAPES.
O fato é que quanto mais buscamos informações, mais questionamentos aparecem. Posso submeter minhas produções científicas ao Portal de Periódicos? O que é o Currículo Lattes? Para que serve o código ISSN? 
Chegou a hora de esclarecer essas e outras temáticas que geram dúvidas na comunidade acadêmica.  Leia na íntegra

quarta-feira, 14 de março de 2018

Ciência é investimento... Mas em quê? O desafio da comunicação e disseminação científica

A defesa de C&T é um discurso amplamente aceito no plano teórico-abstrato, mas que se mostra difícil de ser legitimado concretamente. E a dificuldade se dá não pela ausência de resultados – que são muitos, mas porque muitas vezes não conseguimos expressá-los claramente para a população. Falta-nos uma cultura de diálogo com a sociedade, não sentimos que devemos satisfação àqueles que financiam nossos trabalhos. O Brasil titulou em 2016 cerca de 60 mil mestres e 20 mil doutores. É imperativo questionar quantas dessas dissertações e teses foram conhecidas por pessoas além da banca de defesa. Quanto conhecimento produzido poderia enriquecer nossa compreensão em diversas áreas, mas permaneceu trancafiado por fórmulas e jargões científicos nas bibliotecas universitárias?
Explicar as raízes desse traço cultural é tarefa complexa que transcende este artigo. Algumas hipóteses que vêm sendo debatidas são a ausência de treinamento específico em comunicação de resultados e a abordagem paternalista e autoritária do discurso científico destinado ao público geral. Olhando para o caso brasileiro, percebe-se que o debate circunscrito ao círculo de iniciados é uma característica que perpassa todas as etapas da vida profissional do pesquisador. Como bolsistas, nossos produtos são na maior parte dos casos relatórios e artigos para uma audiência seleta e altamente especializada. Como professores ou pesquisadores, nossas metas e resultados são mensurados por publicações e apresentações em periódicos e eventos científicos.  Leia mais
Daniel Colombo - Doutor em Economia do Desenvolvimento pela USP, membro da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do Ministério do Planejamento, e atualmente sou pesquisador no INEP/MEC (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira)

Dando os créditos devidos em publicações com vários autores

Manuscritos acadêmicos geralmente possuem diversos autores. Novas colaborações entre diversas disciplinas científicas e regiões geográficas levaram ao aumento do número de artigos  com vários autores nos últimos anos, fazendo com que a atribuição devida do papel de colaborador um tópico de importância maior.
Quem fez o Quê? — Uma pergunta cada vez mais importante
Existem diversas maneiras que um pesquisador pode contribuir para uma publicação científica, desde o design da mesma até a condução dos experimentos, análise dos dados ou redação do artigo. Tradicionalmente, o primeiro autor é aquele que contribui mais — e também que receberá o maior crédito. Entretanto, o papel dos outros nem sempre é muito bem definido.  Em muitas áreas de pesquisa, o último autor recebe tanto crédito quanto o primeiro, porque se assume que ele também esteve impulsionando a pesquisa. Entretanto, esta é apenas uma prática informal e está assumpção nem sempre é verdadeira.
Atualmente, a sequência na qual o nome do autor aparece em um artigo pode ser decidida de várias maneiras, pela contribuição, por ordem alfabética, senioridade, ou outros critérios, dependendo do caso. Isto faz com que seja difícil para pessoas de fora da área interpretarem corretamente a lista de autores, tanto em termos das verdadeiras contribuições de cada ou para a avaliação futura de comitês avaliadores.
Colegas, editores, instituições acadêmicas, e agências de fomento estão se tornando cada vez mais interessadas em ver os detalhes individuais de cada contribuição aos projetos de pesquisa. Ranquear o primeiro ou segundo autor em um artigo com dois autores é muito fácil, mas isto se torna cada vez mais complicado conforme o número de autores cresce.  Leia mais

Como escrever um artigo científico

A publicação de artigos é a maneira mais eficiente de divulgar os resultados de uma pesquisa, por isso a produção desse tipo de texto exige o esforço e o cuidado do autor. 
Para facilitar a escrita, há uma estrutura básica que é adotada pela comunidade científica em geral. O objetivo é padronizar o formato e resumir os principais aspectos de um trabalho. A ilustração abaixo descreve o modelo de estruturação de um manuscrito. Leia mais 


DOI, ISSN e ISBN: tudo o que você precisa saber

Entenda, de vez, o que significam as siglas DOI, ISSN e ISBN e a importância delas na hora de buscar e montar as referências da sua pesquisa.
Diante dos inúmeros nomes idênticos existentes na sociedade, temos que utilizar alguns critérios para distinguir duas pessoas com o mesmo nome.
Para isso, por exemplo, tem-se o RG, o número do CPF ou do passaporte.Com livros, materiais digitais e revistas científicas também acontece o mesmo: utilizamos identificadores para distinguir e diferenciar as obras que podem ou não ter o mesmo título.


Desmistificando o DOI:
O DOI, “Identificador de Objeto Digital” é um padrão de letras e números, que serve para a identificação de documentos na internet. Livros, periódicos, artigos e imagens recebem uma espécie de “código” exclusivo. O DOI, facilita a busca e a autenticidade dos conteúdos disponibilizados na forma online.

O DOI é composto por duas partes:
1 – O prefixo refere-se ao publicador do documento.
2 – O sufixo é determinado pelo responsável pela publicação do documento. Os livros ou artigos publicados em periódicos, por exemplo, provavelmente utilizarão como sufixo o número que já consta do ISBN ou ISSN ou dados bibliográficos da obra.  Leia mais

terça-feira, 13 de março de 2018

Tudo que você precisa saber para escrever e publicar artigos científicos

Para os que participam da ciência e da pesquisa, diariamente utilizam os artigos científicos como fonte de estudo e também como meio de publicação de seus trabalhos realizados.

Reunimos a aqui nesse artigo, que não é científico, tudo o que você precisa saber para se inserir sobre o tema.
Nada melhor do que começar pela definição, que é a primeira pergunta sobre o tema:

O que são artigos científicos?
Artigo científico é o trabalho acadêmico que apresenta resultados sucintos de uma pesquisa realizada de acordo com o método científicoaceito por uma comunidade de pesquisadores. Por esse motivo, considera-se científico o artigo que foi submetido a exame por outros cientistas, que verificam as informações, os métodos e a precisão lógico-metodológica das conclusões ou resultados obtidos.

Em geral, é uma produção curta que dificilmente ultrapassa 20 páginas. Pode ser resultado de sínteses de trabalhos maiores ou elaborados em número de três ou quatro, em substituição às teses e dissertações; são desenvolvidos, nesses casos, sob a assistência de um orientador acadêmico.

São submetidos às comissões e conselhos editoriais dos periódicos, que avaliam sua qualidade e decidem sobre sua relevância e adequação ao veículo.

Não sabe por onde começar? Reunimos dicas que vão te salvar!
A primeira vista parece difícil e com uma série de regras, mas para começar encontre sua área de pesquisa de interesse e que motive a realizar a sua pesquisa. Depois… Leia mais

Fapesp apresenta balanço de sua atuação

Diretor-presidente falou a deputados da Comissão de Ciência, Tecnologia, Informação e Inovação da Alesp sobre avanços em programas apoiados por recursos públicos
O diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fapesp, Carlos Américo Pacheco, informou aos deputados da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informação da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que vem crescendo o apoio a projetos de pesquisas em pequenas empresas inovadoras e em programas especiais, como o Biota (biodiversidade) e o BIOEN (bioenergia). Apoios a Projetos Temáticos, cujos auxílios são de maior duração e dirigem-se a pesquisas de maior ousadia científica e abrangência, também registram incremento desde 2013.
Em reunião em 7 de março, destinada à prestação de contas anual ao Legislativo paulista, Pacheco relatou que a Fapesp realizou em 2017 um desembolso no valor de R$ 1,1 bilhão, dividido em apoios a pesquisas com vistas a aplicações (53%), ao avanço do conhecimento (39%) e à infraestrutura de pesquisa (8%).
No reparte desse volume de recursos por áreas, Ciências da Vida receberam 40,5%, Ciências Exatas e da Terra e Engenharias ficaram com 37%, Interdisciplinar, 11,5%, e Ciências Humanas e Sociais, 11%. Por linha de fomento, a concessão de bolsas no país e no exterior é a que, historicamente, recebe a maior parte dos financiamentos (cerca de 35%).  Leia mais

segunda-feira, 12 de março de 2018

Passos importantes para publicar o seu artigo

A publicação de artigos em periódicos faz parte da rotina acadêmica, mas pode assustar bastante os iniciantes na área. Apresentaremos algumas dicas para os que estão se adaptando ao cotidiano de publicações e para os autores que desejam atualizar as estratégias de trabalho.
1 – A escolha do periódico: Essa etapa parece a mais óbvia, mas requer atenção, pois uma escolha equivocada pode prejudicar o alcance do trabalho. Os que possuem artigos escritos, mas não tem pressa para publicar, podem esperar uma chamada para submissão que seja compatível com o artigo. Se esse não for o seu caso, você poderá pesquisar em diretórios de sua área de conhecimento e definir os periódicos que mais se adequam à pesquisa. Quanto maior a compatibilidade, maiores serão as chances de publicação.
2 – Verificação do fator de impacto da revista:  É importante analisar o fator de impacto ainda durante a etapa de seleção do periódico. O fator de impacto é um índice para classificar a relevância das revistas a partir do número de citações recebidas, proporcionando assim maior visibilidade aos trabalhos nelas publicados. No Brasil, essa avaliação se dá por meio do sistema Qualis. Você pode verificar a pontuação dos periódicos no sistema Qualis por meio da Plataforma Sucupira.
3 – Recorte da pesquisa: Pesquisadores iniciantes muitas vezes sofrem com o desejo de publicar todos os aspectos do projeto em um único artigo. Um bom projeto de pesquisa tende a ser muito mais complexo do que a extensão de um artigo permite expor, por isso é fundamental selecionar as informações mais relevantes.
4 – Estruturação das ideias no resumo e na introdução: Após o recorte da pesquisa, será importante organizar as ideias. Para começar, verifique o limite de linhas relativo ao resumo. Se a quantidade de linhas for menor que dez, apresente o tema central do artigo, a principal hipótese e os objetivos. Se o limite de linhas for superior a dez, mencione também os principais autores utilizados na fundamentação teórica e a metodologia principal.
A estrutura mais completa pode ser utilizada como base para a introdução do artigo. Pense na introdução como um resumo do projeto de pesquisa e seja claro e coerente. Essa dica é essencial porque quanto mais renomada for a publicação, maior será o número de trabalhos a serem avaliados pelo corpo editorial. Logo, é fundamental conquistar a atenção dos revisores já durante a leitura do resumo e da introdução.
5 – Coerência e consistência nas conclusões: Não adianta defender uma hipótese se as conclusões não sustentam a argumentação. Muitas vezes os pesquisadores se perdem na apresentação da fundamentação teórica e da metodologia, deixando a análise de dados em segundo plano. Procure distribuir o número de páginas disponíveis de modo a desenvolver satisfatoriamente todas as seções do trabalho.
6 – Formatação do artigo de acordo com as normas da revista: Há pesquisadores que focam tanto na preparação do artigo, que se esquecem das normas solicitadas pelo periódico. Surpreendentemente, muitos trabalhos ainda são rejeitados por esse motivo. Por isso, formate cada artigo de acordo com o que é requerido pela revista de interesse.

Uso de técnica nuclear para o cultivo de abacaxi

Com a ajuda da International Atomic Energy Agency (IAEA) e da Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO), especialistas estão explorando o uso da tecnologia nuclear para ajudar os produtores a cultivar abacaxi e outras culturas de forma mais eficiente e ecológica. Conheça melhor o estudo clicando aqui.


sexta-feira, 9 de março de 2018

Cursos de francês e italiano


Os cursos básicos de francês e italiano, ministrados pelo professor Lindolpho Capellari Jr, estão se iniciando com novas turmas em março.
Os cursos são destinados ao público geral, com o objetivo de oferecer uma base sobre as línguas francesa e italiana, promovendo um primeiro contato com os idiomas e as culturas em questão.
As aulas serão ministradas na ESALQ-USP, duas vezes por semana, nos seguintes dias e horários:

Italiano:  terças e quintas,  das 13h05 às 13h55 
Francês: quartas e sextas, das 13h05 às 13h55

Local: Anfiteatro da Fisiologia Vegetal, no Pavilhão de Horticultura da ESALQ.

Venha fazer as primeiras aulas do mês de março gratuitamente para conhecer e receber mais informações sobre inscrição, programa, mensalidade e material.


Como escolher o periódico adequado para publicar o seu artigo?

A quantidade de periódicos existentes hoje é certamente muito maior do que há alguns anos, quando as revistas online ainda não existiam. Isso não quer dizer, porém, que publicar tenha se tornado uma atividade mais simples: se o número de publicações aumentou, o de pesquisadores parece ter se expandido ainda mais. E para complicar, as revistas de maior prestígio continuam sendo praticamente as mesmas, elevando ainda mais a concorrência. Apesar disso, você sabia que uma das grandes causas de rejeição de artigos ainda é a escolha inadequada de periódicos? Confira algumas dicas para evitar esse problema.


Como ficar atualizado para revisão de bibliografia

Fazer uma revisão de bibliografia é o primeiro passo para situar sua pesquisa no panorama mais amplo de sua área de conhecimento, uma atividade que se inicia muito antes da escrita da dissertação e deve ser constantemente atualizada. Porém, para ser bem feito este trabalho de revisão de pesquisa precisa ser guiado por um propósito. Sua revisão deve ser compreensível o suficiente para estabelecer seu conhecimento no tema de seu trabalho, bem como para justificar a relevância de seu tema de pesquisa. Para isso, é necessário informar-se tanto sobre as fontes mais essenciais à sua pesquisa e os textos mais clássicos referentes a ela, quanto sobre os avanços mais recentes nesta área. Por essas razões, manter-se atualizado em sua revisão é fundamental para garantir a qualidade e relevância de seu trabalho.
Quando replicar é inovar
Encontrar uma lacuna numa linha de pesquisa relevante geralmente é algo bastante relevante para o pesquisador, uma vez que investir no preenchimento de lacunas como estas é por si só uma grande contribuição científica. O mesmo ocorre quando se vislumbra a possibilidade de dar continuidade às descobertas de um estudo interessante. Em ambos os casos, o primeiro passo é verificar se outro pesquisador já não teve esta mesma ideia e já desenvolveu um estudo semelhante ao que você tem em mente com o mesmo propósito. Trabalhos acadêmicos são valorados particularmente por sua capacidade de oferecer contribuições inéditas em sua área de pesquisa, por isso o ineditismo é um critério importante.
A replicação de um estudo já feito não é um problema quando se trata de uma revisão de algum trabalho realizado previamente por outros pesquisadores com o objetivo de testar os resultados inicialmente alcançados ou atestar questões que antes foram sublimadas. Nestes casos é ainda mais importante uma revisão bibliográfica bem apurada, visto que estudos contestatórios tendem a ser mais criticados por chamarem mais a atenção do meio acadêmico, especialmente no caso de teses de doutorado. A bibliografia da tese que contesta um estudo já realizado deve estabelecer sua experiência como pesquisador, demonstrando que você possui autoridade no tema para questionar os resultados do estudo anterior e preencher a lacuna deixada por tal pesquisa. A bibliografia da tese deve ainda incluir estudos recentes – os mais atualizados possíveis – que atestem que, desde então, outros estudos que justifiquem a revisão proposta foram realizados. É fundamental nestes casos que a revisão de pesquisa esteja atualizada para evitar que críticas neste sentido ofusquem a relevância do trabalho.
Usando a tecnologia a seu favor
A tecnologia pode ser uma grande aliada para fazer uma revisão de bibliografia e mantê-la atualizada durante todo o seu processo de pesquisa e escrita da dissertação. O uso de ferramentas tecnológicas automáticas podem atualizá-lo em tempo real sobre as principais tendências e novidades em sua área de pesquisa, função muito útil particularmente para estudos cujo cenário de análise muda com grande frequência. Por isso, faça destas ferramentas suas grandes aliadas:
Palavras-chave – o uso de palavras-chave para indexar discussões sobre temas de seu interesse pode ser um grande aliado para manter-se atualizado sobre as principais tendências em relação a sua pesquisa. Atenção apenas para definir palavras-chaves que sejam precisas, do contrário os dados que retornarão de sua busca podem ser muito vagos ou genéricos. Através de palavras-chave você pode procurar discussão sobre o seu tema tanto em sites de busca quanto em chats ou redes sociais.
RSS Feeds e Google Alerts – ambas as ferramentas apresentam como grande vantagem o fato de você poder programar para receber em sua caixa de e-mail alertas com atualizações de páginas específicas de seu interesse (como blogs e sites) ou sobre novo conteúdo gerado contendo as palavras-chave especificadas por você.
Alertas de periódicos e bancos de dados – estes tipos de alerta apresentam a vantagem de realizarem suas buscas em fontes acadêmicas a partir de palavras-chave determinadas por você.    O único inconveniente são os materiais de acesso restrito, ainda assim você pode ter acesso aos resumos e verificar se a pesquisa ou dado encontrado é ou não relevante a seus interesses.
Por fim, não se esqueça que, mais importante que estar atualizado sobre as informações e pesquisas mais recentes sobre seu tema é saber interpretar estes dados e situar seu trabalho em relação a eles. É este trabalho de análise que será o diferencial de sua pesquisa e que poderá torná-la relevante em sua área, além de ser um reflexo do seu conhecimento no tema.